5 de jun de 2015

Para de apontar o dedo para a mãe

Lugana Olaiá

Engraçado que hoje enquanto tirava leite, pensei sobre algo que sempre falei que achava estranho nas mães. Várias das mães que eu conheço, principalmente na minha família, só resolveram que faculdade iriam cursar depois que os filhos nasceram. Eu dizia para minha mãe: "Mas estava aí esse tempo todo trocando de curso, aí agora que a vida tá corrida descobriu a paixão profissional! Por que não resolveu antes?".
A resposta, eu mesma descobri depois que minha filha nasceu. Eu já conclui minha graduação e também a pós, fiz isso bem antes de sonhar em ter filho. Mas agora, nem isso é o bastante para mim. Sinto que preciso melhorar, estudar mais, descobrir muitas coisas. E isso é justamente porque SB tá aí, para eu ser exemplo, para eu ensinar.
Navegando na internet, cheguei a uma postagem no Blog da Revista Crescer (que sigo desde que engravidei). O texto fala sobre como ser mãe é estar na vitrine, para que os outros te julguem a todo momento. Hoje percebo que a minha surpresa sobre a vontade de "crescer" das mães, era válida porque eu ainda não tinha passado por aquele túnel. Só o que o buraco é muito mais embaixo, quando as outras mães e várias pessoas que não tiveram filhos ainda, te agridem com tudo o que pensam sobre a maternidade.
Outro dia brinquei com uma amiga falando que descobri o motivo de todos acharem que podem dar palpite na gravidez da mulher. "É porque a partir de um certo dia, todo mundo sabe o último dia que você transou sem camisinha"! hahahaha
Sei que parece loucura, mas pensem comigo...a pessoa sabe da sua vida sexual, então ela se sente íntima..e qualquer comentário que ela faça dali em diante, ela vai achar que pode fazer, afinal é público que você fez sexo sem camisinha e está ali no palco da gravidez, onde todos te julgam sem dó. kkkkk
É isso! E não para por aí. A gravidez é só o começo de todo o processo, onde você, que está cheia de hormônios tem que ter muita paciência e tolerância. É treinamento, viu? Para quando seu filho nascer e as críticas forem ainda mais duras. Porque quando estavam falando de você, as vezes você até ria (eu ria por dentro) e não ligava muito. Mas quando falam do seu filho, que ele vai ser mimado, que ele tá morrendo de fome, que você não sabe cuidar dele, que ele não se sente amado, etc..aí é que você sente como corta a faca chamada língua...corta fundo e sempre sangra!
Só digo, mães de primeira viagem (como eu) estamos juntas, não vamos reforçar essa cultura que nos obriga a competir e alfinetar umas às outras. E mães que já criaram seus filhos, nos deixem exercitar a nossa capacidade de amar, cuidar, criar, errar, acertar. É direito nosso e a vida deve ser vivida no tempo de cada um. Amém (rsrs)! #oremos

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