29 de jun de 2016

Sinta-se bem na zona que sua vida se transformou e não pare de andar

Por Lugana Olaiá
O mesmo calor interno que a maternidade me deu, que me fez criar a marca de bolos e tortas Receita de Menina, agora me volta dando o desejo incontrolável de me reinventar. Sabe?
Tô disposta a todas as coisas novas que forem possíveis para mim, e minha filha. E descobri que tem pouquíssimas coisas que não podemos. 
Ao contrário do que dizem por aí. "Mães não podem mais ter nada de novidade, a vida acabou aí". Sim, ouvi isso bem na volta da licença maternidade. Por uma moça que diz que quer ter filhos, mas não queria estar na minha pele com 27 anos. rsrs
Pois então. Eu descobri também, que qualquer coisa que eu faça, sem necessariamente levar a minha filha no sling, não deixa de ser um ganho para ela também. No futuro, digo, no minuto seguinte, ela terá uma mãe que sabe mais alguma coisa, viveu mais alguma experiência e está ainda mais capacitada para lhe contar histórias, reais, lhe ensinar mais coisas.
Eu me pego lendo mil coisas, entrando em páginas diferentes e conhecendo pessoas na internet. E cheguei a uma conclusão, que na verdade não é ponto final do pensamento, e sim o início dele. Essa minha geração de mulheres e mães que fazem escolhas diferentes desde o momento em que estão gestando nova vida, até o exercício da maternidade em si, não podem, DE JEITO NENHUM, deixar toda essa força mingar depois.
É por isso que eu leio livros e blogs, vejo séries e vídeos em canais que me agradam no youtube, depois que minha filha dorme, e entro madrugada cheia de empolgação. Não toda noite, mas em algumas noites sim. E não tem nenhum problema. Em outras eu tomo café, ela janta e dormimos cedo. E em outras noites agora eu vou sair. Pronto. É novidade na vida de mãe, e é possível ser feliz como mulher.
Não a mulher esposa. rsrsrs! A mulher que se arruma pra si mesma e sai. Não é errado, não é louca. É bom pra ela, pro filho e pra sociedade que vai ter mais uma mulher de mente saudável circulando por aí.

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